Sobre Finanças

Acesse informações e explicações sobre os principais aspectos de Economia e Finanças, de forma que possa compreender a dinâmica do mercado e do seu impacto nos investimentos.

INDICADORES ECONÔMICOS

De uma forma geral, o entendimento de Finanças é facilitado pela apresentação de indicadores econômicos que reflitam as atividades produtiva e financeira do país, tais como:


PIB – Produto Interno Bruto

O PIB representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região (um país, estado ou cidade), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc).

É um dos principais indicadores da atividade econômica de uma região. O cálculo de sua variação de um período para outro (ano a ano, por exemplo), que indica o crescimento econômico ou recessão, utiliza o chamado PIB real, que aplica um deflator (normalmente um índice de preços) para descontar os efeitos da inflação.

PIB per Capita:
Trata-se do valor nominal do PIB dividido pelo número de indivíduos que compõem a população da região considerada. Este foi o primeiro indicador utilizado para analisar a qualidade de vida em um país. No entanto, países podem ter um PIB elevado, mas terem um baixo PIB per capita, em função de sua grande população.


Inflação

Não raras vezes, a mídia divulga que o Brasil é um país que tem um histórico de inflação elevada.

Tecnicamente, em Economia, inflação designa a redução do poder de compra do dinheiro. Popularmente, este conceito é ampliado para designar o aumento geral dos preços.

A inflação corrói o valor dos salários, por exemplo, mas também a rentabilidade dos investimentos, razão pela qual o ganho real (acima da inflação) é sempre um objetivo a ser perseguida pelos gestores de aplicações financeiras.

Inflação é, em geral, o resultado da existência de mais quantidade de dinheiro em circulação no mercado. Isto tanto pode ocorrer por conta de uma demanda por produtos e serviços no mercado maior do que a respectiva oferta (denominada inflação de demanda), ou mesmo pelo lado da oferta, quando ocorre aumento dos custos de produção de bens e serviços, o que levaria a uma retração da produção tornando a oferta de produtos e serviços menor do que a respectiva demanda.

Quando ocorre redução geral dos preços na economia, diz-se que há deflação, que é o inverso da inflação e, talvez, mais danosa para a economia do que esta.

A chamada “estabilidade de preços” ocorre quando a inflação medida ao ano alcança patamares baixos (que, para avaliação, variam de país para país), não necessariamente iguais a zero.

A inflação no Brasil é medida por diferentes índices de preços, que medem a variação no tempo dos preços de uma determinada cesta de produtos e serviços. O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor, aplicado a famílias de baixa renda (aquelas que tenham renda de um a seis salários mínimos) e o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, aplicado para famílias que recebem um montante de até quarenta salários mínimos, são calculados pelo IBGE – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Além destes, há uma série de outros, como o IGP – Índice Geral de Preços, IPA – Índice de Preços no Atacado, INCC – Índice Nacional do Custo da Construção, calculados pela Fundação Getúlio Vargas.

O governo brasileiro utiliza, desde 1999, o sistema de metas de inflação, que determina projeções mínima e máxima para a variação do índice de preços no ano e, no dia a dia, utiliza seus instrumentos de política monetária (taxa de juros, principalmente) para manter a inflação “dentro da meta”.


Taxa de Câmbio

Quando se fala em taxa de câmbio, o dólar americano vem quase que automaticamente à nossa memória.

Taxa de Câmbio é o preço da moeda estrangeira medido em unidades da moeda nacional. O seu valor de compra é, em geral, o preço que o mercado aceita pagar pela moeda estrangeira. Em um regime de câmbio flexível (flutuante), a taxa de câmbio se forma pela interação entre a oferta e a demanda de moeda. Já em um regime de câmbio fixo, ela é definida pelo Banco Central.

Neste sentido, uma valorização do real frente ao dólar, por exemplo, significa que são necessários menos reais para comprar um dólar. Uma situação como essa beneficia as importações de produtos estrangeiros (já que os produtos estrangeiros ficaram mais baratos em reais) e desestimula exportações de produtos nacionais (já que os produtos nacionais ficaram mais caros em dólar). Já numa desvalorização do câmbio, ocorre o contrário. Significa que a moeda estrangeira aumentou seu valor, isto é, são necessários mais reais para adquirir um dólar. Isto beneficia exportadores e desestimula importações.

Por isto, a taxa de câmbio é um indicador importante em qualquer política econômica, principalmente porque pode afetar a inflação interna, como é o caso do Brasil. Uma valorização muito forte do dólar pode trazer inflação, o que sempre preocupa a equipe econômica e a sociedade.

 

Taxas de Juro

Pode-se dizer que as taxas de juro são os instrumentos mais importantes para combater a inflação de um país.

Termo aplicado tanto nos assuntos macroeconômicos quanto nos investimentos, taxa de juros é, basicamente, o custo do dinheiro, ou seja, o que é cobrado para emprestá-lo.

A taxa de juros básica ou de referência de uma economia é o mais importante instrumento de política monetária de um governo e, por isso, é geralmente fixada pelo Banco Central (BC) do país, que utiliza a negociação de títulos do governo para balizar o mercado sobre a taxa definida. No Brasil, a taxa de referência é a Selic, que é a taxa de juros média que incide sobre os financiamentos diários com prazo de um dia útil (overnight) lastreados por títulos públicos registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). Periodicamente ela é revisada e fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Quando o BC deseja aumentar a taxa de juros, vende títulos públicos no mercado, reduzindo a quantidade de moeda em circulação, o que faz com que o preço do dinheiro (a taxa de juros) aumente. Para reduzir a taxa de juros, o Banco Central faz o inverso: compra títulos, aumentando a liquidez do mercado e, consequentemente, reduzindo o preço do dinheiro.

Instituições financeiras e de crédito cobram em suas operações, no entanto, taxas de juros maiores do que a taxa básica. Essas instituições adicionam à taxa uma diferença em função, principalmente, do risco que têm em emprestar dinheiro e dos custos do empréstimo (impostos e seguros, por exemplo).

Uma redução da taxa de juros de referência, em geral, estimula a redução dos juros finais para consumidores e empresas, tornando compras a crédito e financiamentos mais baratos, estimulando aumento de consumo e de produção. Estes resultados podem ter impacto positivo no crescimento geral da economia (aumento do PIB). No entanto, o aumento de demanda provocado pela redução de juros pode gerar inflação caso o ritmo de produção (oferta) não acompanhe o consumo (demanda), o que faria que o preço dos produtos (mais escassos) subisse ao longo do tempo.

Para evitar o aumento da inflação, quando existe este risco, o BC utiliza a taxa de juros para diminuir o dinheiro em circulação e conter a expansão do crédito. Quanto maior a taxa, menor é a demanda. Com menos pessoas e empresas consumindo bens e serviços, os preços tendem a cair.


TIPOS DE INVESTIMENTO

De uma forma geral, o comportamento dos indicadores econômicos influencia a rentabilidade do patrimônio do investidor, seja pequeno, médio ou grande, como é o caso da ELETROS.

Para melhor entender como funcionam as aplicações, é importante conhecer alguns conceitos relacionados aos tipos de investimento existentes no mercado financeiro.

Mas devemos ter em mente que os investimentos de um fundo de pensão como a ELETROS têm que seguir as diretrizes e os limites determinados pela legislação e devem ser realizados segundo critérios qualitativos e princípios de prudência.

Entre as opções permitidas pela legislação, a ELETROS pode investir em renda fixa e renda variável, os principais segmentos, além de imóveis, empréstimos com participantes, investimentos estruturados e investimentos no exterior.

Renda Fixa

Investimentos em renda fixa possuem rentabilidade conhecida ou estimada no ato da sua contratação. São títulos públicos e privados, dentre os quais destacam-se a Poupança, os CDBs e os títulos públicos.

Poupança
É o tipo de investimento considerado mais tradicional e seguro. Seu rendimento sempre foi determinado pela variação da TR – taxa referencial – mais juros de 0,5% ao mês. No entanto, desde maio de 2012 conta com novas regras: os depósitos feitos em poupança até o dia 04 de maio de 2012, continuam rendendo pela regra antiga; a partir desta data, se a meta para taxa básica de juros da economia for igual ou menor a 8,5%, os juros passam a ser 70% da Selic (se for superior a 8,5%, segue-se aplicando a regra anterior).

CDBs e RDBs
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Recibo de Depósito Bancário (RDB) são títulos de renda fixa emitidos por bancos, nos quais o investidor “empresta” dinheiro para o banco e recebe em troca o pagamento de juros desse empréstimo. O CDB pode ser negociado antes do seu vencimento, enquanto o RDB não é flexível, geralmente não podendo ser negociado antes de seu vencimento e nem transferido.

Títulos Públicos
Existe grande variedade de títulos públicos, cada um com prazos (vencimentos) e rentabilidades específicos. Todos eles são emitidos pelo Governo Federal, tendo como órgão responsável pela emissão e controle a Secretaria do Tesouro Nacional.

Renda Variável

Aplicações em renda variável proporcionam ganhos ou perdas diretamente proporcionais aos seus riscos. São exemplos de renda variável as ações e fundos de ações, cujas rentabilidades não são conhecidas no momento de sua contratação e variam com as oscilações do mercado.

Ações
Emitidas por empresas estruturadas como sociedades anônimas (S.A.), negociadas ou não em Bolsas de Valores, as ações de uma empresa representam uma parcela do seu capital social.

O proprietário de ações é denominado acionista e é considerado como sócio da empresa, com direitos e deveres perante a sociedade. Apenas as sociedades anônimas que têm seu “capital aberto”, ou seja, com registro na Comissão de Valores Mobiliários e que têm suas ações negociadas em bolsa de valores, servem como investimento para o público em geral.

O preço de uma ação pode oscilar por muitas razões, a começar pela confiança dos próprios investidores na administração da companhia, como também por oportunidades ou ameaças para o negócio da companhia.

As ações do tipo Ordinárias Nominativas (ON) são aquelas que garantem ao acionista o direito de voto dentro da empresa. Estas ações geralmente são mais baratas, menos procuradas e, por serem dificilmente negociadas por seus donos, possuem uma pequena liquidez. Proporcionam lucros, em geral, menores do que aqueles gerados pelas ações do tipo (PN).

As ações do tipo Preferenciais Nominativas (PN) oferecem prioridade no recebimento de dividendos e lucros, mas não dão participação ou controle direto do acionista sobre a empresa.

Fundos de Ações
Forma de investimento coletivo em que os interessados adquirem cotas de clubes de investimento ou de fundos de ações. A rentabilidade destas cotas reflete a rentabilidade média ponderada do conjunto de ações que compõe a cesta de investimentos do fundo. Em função de sua diversificação (já que considera ações de mais empresas), seu risco é pouco menor do que o de uma simples ação, mas continua a existir em função das naturais oscilações do mercado acionário.

Outros Investimentos

Além da renda fixa e da renda variável, existem outros tipos de investimento que, entretanto, nem sempre estão tão disponíveis ou exigem um grau de análise mais complexa que pode fugir ao entendimento do pequeno investidor.

Os imóveis são uma classe de ativo que tem atraído a atenção, mas os montantes são relativamente mais elevados, e os preços subiram bastante nos últimos anos, o que requer uma cautela redobrada na análise desses negócios.

Para um investidor mais qualificado como a ELETROS, outras opções têm se apresentado frequentemente, como os fundos multimercado, menos conhecido pelo grande público, e os investimentos no exterior, que pode ser uma alternativa interessante, desde que bem entendida e bem elaborada.

Tags: institucional

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